TRAVIS

TRAVIS

Travis é uma banda de Glasgow, Escócia, formada por Neil Primrose (baterista), Fran Healy (vocalista), Andy Dunlop (guitarrista) e Dougie Payne (baixista), em 1999.
O Travis poderia ser conhecido apenas como a banda dos garotos da escola de arte de Glasgow que resolveram fazer música para expressar seus sentimentos. Seria apenas isso, se eles não tivessem competência para fazer boas músicas, com um jeitinho pop. A formula é velha conhecida daqueles que acompanham um pouco do britpop: um rock de levada mais acústica, aliado a letras que podem ir do romântico ao melancólico, passando, é claro, pelo tema "álcool + garotas". E também com influências quase que comuns a todas as bandas do britpop dos anos 90: Beatles, unida a pitadas de blues.

A banda foi formada em 1991, com o nome de Glass Onion e com três dos atuais quatro integrantes: Fran Healy (vocais), Neil Primrose (bateria) e Andy Dunlop (guitarra). Em 1994 veio a mudanca do nome para Travis, em homenagem ao protagonista do filme do diretor alemão Wim Wenders, "Paris, Texas", lançado em 1984. E em 1996 integrou a banda como baixista [Dougie Payne], um antigo amigo de Healy da escola de arte, que nunca tinha tocado o instrumento antes. Foi com essa formação que eles gravam "Good Feeling", álbum lançado pela Independiente, em 1996. Já com esse álbum a banda chamou atenção, tendo boas canções como "Happy", "Good Feeling" e "All I Want to Do Is Rock", além de algumas das tradicionais baladas da banda, como "More Than Us". "Good Feeling" ainda rendeu uma declaração pública de Noel Gallagher, dizendo-se um fã do quarteto.

No entanto, foi com "The Man Who" que os rapazes de Glasgow conseguiram alcançar o topo das paradas britânicas, especialmente com a canção "Why does it always rains on me". Assim como em "Good Feeling", as canções são românticas e melancólicas, com guitarras um pouco mais suaves que no disco anterior, mas igualmente sentimentais e belas, com um forte apelo pop. A guitarra base, na maioria das vezes, é substituída por um violão, o que deixa as músicas ainda mais melancólicas. Esse álbum saiu em 1999, com produção de Nigel Godrich (Radiohead) e Mike Hedges (Maniac Street Preachers) e contou com uma pequena polêmica: a de que a sua primeira faixa, "Writing to Reach You", seria um plágio de "Wonderwall", do Oasis. A introdução é, de fato bem semelhante, mas como se sabendo desta semelhança, a letra da música pergunta: "what´s a Wonderwall anyway?". Quando questionado sobre isso, Healy simplesmente disse "só são acordes".

O terceiro álbum do Travis foi "The Invisible Band", de 2001, também com a produção de Godrich. Este disco confirmou que a banda continuava recheada de romantismo e com o mesmo brilhantismo para fazer melodias leves e penetrantes. O primeiro single de trabalho foi "Sing", uma música bem suave e com um bandolim. A letra foi dedicada à namorada de Healy, pois, segundo ele, ela tinha vergonha de cantar as musicas do Travis que tocavam no rádio. Outros singles lançados foram "Side" e "Flowers in the Window".

Os quatro integrantes de Travis demonstram uma energia muito boa em seus shows, não são apenas uma banda de estúdio. A interpretação das canções no palco soa melhor que nos álbuns, com Healy bem inspirado para cantar suas canções de amor e seus dramas de adolescente.

Em 2001, é lançado no Reino Unido o DVD "More Than Us", que contém uma apresentação da banda em Glasgow. O trabalho é lançado no resto do mundo no ano seguinte.

Em outubro de 2003 sai o quarto disco do Travis, intitulado "12 Memories". O álbum é recebido de maneira morna pela crítica. Trata-se de um álbum menos acessível do que "The Invisible Band", sem os hits instantâneos que seu anterior trazia. Os singles de "12 Memories" foram "Re-offender", "The Beautiful Occupation" e "Love Will Come Through".

Em 2004, acontece o lançamento de mais um DVD: "At the Palace", que mostra a banda se apresentando no Alexandra Palace, em Londres.

Com o cd " The Boy With No Name" Travis se firma como um lado mais maduro das bandas "sentimentais" do rock, procurando uma rima diferenciada dos demais cds, nem por isso menos pop e com sons bem mais experimentais e harmoniosos; inspirações sonoras que remetem ao "Yo la tengo". O que leva a quem ouve o cd a acompanhar de perto essa brisa sonora proporcionada pela banda como se estivessemos ouvindo tudo atraves de uma brisa maritima, tamanha suavidade e frescor das faixas.

"Ode to J. Smith", o sexto album da banda escocesa, foi lançado em 2008 e recebeu muitas críticas positivas. O primeiro single do album foi "Something Anything", seguido de "Song to Self' e "J. Smith"
Em uma entrevista para o Planet Sound, Dougie Payne declarou que a recepção comercial que o disco teve, o fez acreditar que o sucesso do disco é medido pelo o quanto orgulhoso você fica de seu trabalho, antes de afirmar que ele tocou esse álbum como nenhum outro disco gravado pela banda.