PEDRO BENTO & ZÉ DA ESTRADA

PEDRO BENTO & ZÉ DA ESTRADA

Dupla sertaneja. Cantores. Compositores.
José Antunes Leal, o Pedro Bento - Porto Feliz, SP-1934
Valdomiro de Oliveira, o Zé da Estrada - Botucatu, SP-1929
Pedro Bento começou a cantar cururus aos sete anos de idade. Fez sua formação musical ao lado de nomes como Sebastião Roque, Pedro Chiquito, Luís Bueno, João David e Zico Moreira. Atuou no Trio Paulistano e formou a dupla Matinho e Matão, apresentando-se na Rádio Club de de Santo André. Cantou também no programa de Nhô Zé na Rádio Nacional. Abandonou o interior aos 13 anos rumo à São Paulo. Zé da Estrada foi retireiro e agricultor. Vem de uma família de cantadores. Consta que seu bisavô teria cantado com d. Pedro II e recebido de presente do Imperador uma viola de madrepérola, com a qual fez questão de ser enterrado. Foi caminhoneiro e daí resulta o seu nome artístico. Antes de formar dupla com Pedro Bento, atuou no trio Os Fazendeiros, juntamente com Paiozinho e com o acordeonista Pirigoso. O trio atuou com sucesso nas rádios Nacional e Cultura. Em 1954, Pedro Bento e Zé da Estrada se encontraram no programa de rádio de Chico Carretel e formaram uma dupla. Passaram a atuar em circos. Foram cantar na Rádio Cultura e fizeram campanhas políticas. Em 1959, gravaram o primeiro disco pela Continental, interpretendo a folia-de-reis "Santo reis", de Pedro Bento e Paulo Vitor e o tango "Teu romance", de Pedro Bento, Zé da Estrada e Braz Hernandez. No mesmo ano gravaram mais um disco onde se destacava um dos maiores sucessos da dupla, o valseado "Seresteiro da lua", de Pedro Bento, Zé da Estrada e Cafezinho. Em dezembro de 1959, gravaram com o acordeonista Coqueirinho um disco por um selo sertanejo, com destaque para a guarânia "Quero te beijar", de Nízio e Pedro Bento. Em 1960 gravaram na Sertanejo o bolero "Aventureira", Pedro Bento, Zé da Estrada e Douradense e a canção rancheira "Culpada", de Nízio e Emílio Gonzales. A partir de 1961, passaram a formar com Célio Cassiano Chagas, o trio Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho. Passaram a fazer apresentação na Rádio Bandeirantes. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o cururu "Mulher do feiticeiro", de Priminho e Roque José de Almeida e a toada "Falso amor", de Eurides Reis e Pedro Bento. Em seguida são contratados para trabalhar na Rádio Tupi, também em São Paulo. Além das composições próprias, gravaram diversos sucessos de outros compositores, tais como "O rio", de Almirante, "O sonho do matuto" de Capitão Furtado e Laureano, "Mourão da porteira", de Raul Torres e João Pacífico, e "Sinhá Maria", de René Bittencourt. Em 1962 gravaram na Chantecler a toada "Zé Claudino", de Carreirinho e Zé da Estrada e o valseado "Vai embora", de Pedro Bento e Cachoeirinho. A partir de 1963, o trio passou a se vestir com trajes típicos dos rancheiros mexicanos, adotando aquele estilo de música. Passaram a ser acompanhados pelo trompetista Ramón Pérez. Esta fase duraria até 1973. Ainda em 1963 gravaram a moda de viola "Boiadeiro punho de aço", de Teddy Vieira e Pereira, um clássico sertanejo, e o lundu "Fim do malandro", de Zé da Estrada e Zé Goiás. Em 1974, são contratados pela Rádio Record onde ficaram até 1981. Em 1978, trabalharam no filme de Valdir Kopezky "Os três boiadeiros". Gravaram mais de 80 discos e diversos CDs. Por 18 anos consecutivos tem sido atração nos espetáculos da Festa de Barretos, a maior festa de rodeios do país. Em 1999 lançaram pela gravadora Atração, o CD "Voa Paloma, voa", onde estão presentes principalmente canções românticas, sem deixar de lado a mistura de rítmos, flamenco, canção rancheira, bolero, mambo, fox e guarânia, que sempre foi a marca da dupla.
Em julho de 2007, a dupla compôs o quadro de convidados de honra, juntamente com Inezita Barroso, Pena Branca e Liu e Léu, na "Semana Nenete de Música Sertaneja", evento que ocorre desde 1995, na cidade de Pirassununga, no interior paulista, em preservação e memória da cultura raiz.