MARY J. BLIGE

MARY J. BLIGE

Embaixadora do soul e do R&B por excelência, Mary J. Blige, deu início à sua carreira musical ainda muito nova. Em uma visita a um centro comercial nova-iorquino, resolveu gravar uma interpretação sua do tema "Caught Up in the Rapture" de Anita Baker, numa máquina de karaoke. A fita foi enviada pelo padrasto da cantora para a Motown Records, que acabou por recrutá-la para o seu catálogo.

Nascida no Bronx, em Nova Iorque, no ano de 1971, Mary J. Blige passou os primeiros anos da sua vida em Savannah, na Georgia, até ter partido com a mãe e a irmã mais velha em direção à cidade de Yonkers, de regresso a Nova Iorque. Deixou o liceu a meio caminho e passou então a aproveitar o tempo para arranjar o cabelo das amigas na casa da mãe. A sua vida começou a ganhar um rumo mais definido quando a Motown a contratou para cantar nos refrões de artistas como Father MC.

O grande salto na carreira, foi dado em 1991, quando Puff Daddy decidiu apostar na cantora. Juntos começaram a trabalhar no álbum de estreia de Blige, "What's the 411?", que viu a luz do dia no ano seguinte. Aclamado pela crítica, o disco teve a sua mais-valia na construção de uma ponte sólida entre as margens da soul/R&B e do hip hop, que teve tamanho êxito, que a editora tentou novamente a sua sorte ao editar em 1993, uma nova versão do álbum, feita de remixes, que, no entanto, não atingiu o mesmo sucesso comercial do original.

O segundo álbum chegou às lojas em 1995. Intitulado "My Life", o registo contou novamente com a ajuda de Puff Daddy, mas começou a distanciar-se dos ritmos hip hop para se aproximar mais do R&B. Seguiram-se algumas dificuldades no âmbito profissional, que resultaram na mudança para a MCA, que assegurou o lançamento de "Share My World", em 1997, sendo este o primeiro álbum editado por Blige em parceria com Jimmy Jam e Terry Lewis, que deu continuidade à ideia já presente no registo anterior de que a cantora estava decidida a enveredar pelas ambiências do soul. "Mary" foi editado em 1999 e, dois anos depois, foi a vez "No More Drama", um álbum que, mais do que os anteriores, pôs em evidência a capacidade da cantora como escritora de canções.

A par da criação musical, a cantora foi sabendo gerir ao longo da sua carreira a importância social que foi adquirindo com base na popularidade proporcionada pelo mundo do espetáculo. Já trabalhou com vários grupos educacionais e tem ajudado a angariar fundos para vítimas do vírus da AIDS, para além do que é a porta-voz da campanha da linha de batons Viva Glam, cujos lucros são totalmente revertidospara a MAC Aids Fund, uma organização de apoio às vítimas do HIV.

Ao longo de sua carreira, Mary J Blige vendeu aproximadamente 50 milhões de cópias e ganhou 9 Grammys