BONFIRE

BONFIRE

o Bonfire iniciou suas atividade sob o nome Cacumen no distante ano de 1973 na alemanha, sua música era bem mais voltada para o Heavy Metal e somente no início dos anos 80 é que colocaram, sob esta denominação, dois obscuros registros no mercado.

Quando apareceu a oportunidade de assinar com uma grande gravadora, a BMG/RCA Records, o núcleo do Cacumen – o vocalista Clauss Lessmann e a dupla de guitarristas Hans Ziller e Horst Maier-Thorn – optam por seguir uma linha musical mais acessível e, já que era uma fase de mudanças, passam a se chamar Bonfire.

Em 86 liberam seu primeiro álbum, “Don't Touch The Light”, que obteve críticas favoráveis, mas o baixista e baterista caem fora. O Bonfire seguem adiante e acrescenta em sua formação o baixista Joerg Deisinger e, contando com a participação especial do experiente baterista Ken Mary (Fifth Angel, Chastain), dão sua grande tacada com “Fire Works” no ano seguinte. Este trabalho vendeu mais de 100.000 cópias e permaneceu por 30 semanas nos charts de seu país. Ótimos números!

A primeira coisa que chama a atenção neste “Fire Works” gravação encorpada de Michael Wagener As canções esbanjam feeling e outras

Era o auge da popularidade do Hard Rock pelo mundo e, com a efetivação do baterista Edgar Patrick (Sinner) o Bonfire começa abrindo para Judas Priest e segue o ano tocando pelos festivais europeus. A preparação do segundo disco segue em meio a muitos problemas com seus guitarristas. O membro fundador Hans Ziller cai fora e monta o Ez Livin', que libera apenas um álbum; e Horst Maier-Thorn vinha apresentando reumatismo em sua mão e acaba por ser substituído por Angel Schliefer (Sinner, Pretty Maids).

Mesmo com estas significativas mudanças, “Point Blank” (89) ainda mantém o status do Bonfire como um dos grandes nomes do Hard Rock alemão. A expectativa era bastante grande, o grande objetivo era conquistar o mercado norte-americano com o próximo disco “Knockout” (91), o que não aconteceu, sendo que nem mesmo seus fãs apreciaram este trabalho. Uma completa decepção, tanto que o volume de problemas somente veio a aumentar, com constantes trocas de músicos e projetos paralelos.

O próprio vocalista Claus Lessmann e seu velho parceiro Hans Ziller se juntam novamente, conseguindo boa repercussão na Alemanha com o projeto Lessmann/Ziller. O Bonfire segue aos tropeços, liberando alguns sucessos em discos medianos, coletâneas, registros ao vivo e os famigerados acústicos, e assim vão se mantendo e tocando pela Europa. Em 2004 a banda festeja a venda de 250.000 cópias de “Fire Works”, um disco de ouro mais do que merecido.

Agora em 2006 o Bonfire comemora 20 anos de existência com o lançamento do álbum “Double X”, conseguindo boas críticas entre mídia e fãs. Claus Lessmann e Hans Ziller estão acompanhados de Chris Limburg (guitarra), Uwe Koehler (baixo) e Juergen Wiehler (bateria). É inegável que estes músicos amam o que fazem, apesar dos altos e baixos por que passaram em todo este tempo.